O guia definitivo para o trabalho do marketing geracional

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segmentação de público é um processo de marketing que visa mapear o comportamento de uma amostra populacional que se encaixa no perfil mais próximo de uma marca. Um dos dados demográficos coletados é a idade, que desencadeia um impasse  trabalho geracional.

Além de fatores ambientais do presente e características íntimas, cada amostra é influenciada pela conjuntura em que nasceu e cresceu. Esta é a diferença que marca as gerações, e estudá-las é o que define o marketing geracional.

Neste artigo, conheça as características que formam as gerações responsáveis pelo consumo e pelo trabalho, no que diferem e se assemelham, além de como implementar ações reais de marketing geracional no ambiente corporativo.

Estilos de consumo e trabalho entre gerações

O mercado consumidor é marcado por pessoas em variadas idades, e, portanto, com  experiências de vida muito destoantes entre si. Na hora de analisar a audiência de uma marca, a maior questão para o gestor é entender as necessidades do público.

A maior parte dos indivíduos vivos e em idade ativa fazem parte de uma das três gerações que se iniciam a partir da década de 1960. Por sua proximidade cronológica, é viável traçar algumas semelhanças na percepção e no consumo de bateria de carro, por exemplo.

Geração X

A geração X é iniciada em 1965 e terminada em 1980, posterior aos famosos baby boomers, no período do pós-guerra. Marcada por profundas transformações na indústria e na tecnologia, a geração alcançou a juventude com incerteza do futuro.

Essa geração abre um período de quase sessenta anos da era contemporânea, marcado por profundas alterações na conjuntura social de uma série de países prósperos, afetando o desenvolvimento financeiro, de relacionamentos e a visualização da política. 

Também chamada de “geração apática”, a geração X se mostrou mais pessimista que seus pais e mais aversas às suas tradições, um resultado do período de guerras que abalou as projeções mais otimistas para o apogeu do Iluminismo. 

A postura “anti-sistema” arrefece de acordo com seu envelhecimento e é convertida em um nível elevado de individualismo e independência. Dão início à tendência do consumo social e personalizado, são multitarefa e valorizam hierarquias funcionais. 

Formam consumidores e trabalhadores em salas privativas que priorizam o reconhecimento da competência e da qualidade, desprezando aquilo que é percebido como falta de autenticidade, coragem e iniciativa.  

Millennials 

Os millennials, também chamados de “geração do milênio” ou “geração Y”, surgem logo após a geração X, considerados um subproduto direto entre os baby boomers e a geração X, assumindo características próprias de ambos os períodos. 

Nascidos entre 1981 e 1995, os millennials exibem maior ambição financeira, mas a criação de patrimônio tem objetivos distintos das gerações anteriores. A publicidade muda seu foco do produto para a experiência, que torna-se o centro das realizações pessoais. 

Os millennials apresentam um desejo reduzido de ter filhos, casam-se mais tarde e viajam mais, tanto por migração ou por passeio. Estreiam o acesso universalizado às instituições de ensino superior e são os primeiros cidadãos da internet. 

Enquanto a geração X aprende a montar baterias tracionárias, os millennials focam na engrenagem por trás da peça, compreendendo suas múltiplas aplicações. 

Essa geração valoriza a experiência, a criatividade e a diversidade como estandartes, enxergando o mundo como um lugar grande demais, onde o objetivo final é sua exploração. Desprezam aquilo que é percebido como falta de erudição e liberdade. 

Nos espaços de trabalho, mudam de posições rapidamente e são pouco tradicionais, esgotando-se rapidamente de organizações com hierarquia rígida ou tarefas repetitivas. Sonham com a internet e especulam sobre seus desdobramentos futuros.

No consumo, sua abordagem abandona o discurso “anti-sistema”, pelo apelo à experiência. A arte ganha contornos pessoais e perde amplitude política. As opções de entretenimento se multiplicam e o turismo mantém-se aquecido com essa geração. 

Geração Z 

Por fim, a geração Z compreende os nascidos de 1996 até 2010, uma geração recente, onde sua metade mais velha acaba de ingressar na maioridade e no mercado de trabalho. Enfrentam uma intensa fase de recessão econômica aliada ao forte avanço digital. 

Enquanto os millennials formaram os primeiros visitantes da internet, ainda durante a adolescência, a geração Z pode ser considerada como a primeira geração nativa da web, onde seus membros são expostos ao ambiente online durante a infância. 

O surgimento dos smartphones também transforma a relação destes indivíduos com o mundo online, aproximando e mesclando experiências digitais e reais. A geração Z tem mais amigos digitais, trabalham remotamente e conhecem parceiros via aplicativos. 

No campo profissional, a geração Z enfrenta maiores incertezas em relação aos millennials, o que estrangula seu potencial de empreendedorismo. O excesso de opções e as promessas, aliadas à ameaça, da automação tornam seu início de carreira difícil. 

A geração Z condena os hábitos de consumo dos millennials, que caracterizam como fúteis, excessivos e desconsiderados com aspectos importantes, como a preservação ambiental e a conscientização de problemas sociais. 

A publicidade de uma loja de bateria para carros direcionada a este público é digital, humanizada e altamente informativa. Os hábitos de consumo e escolha de carreiras refletem as preferências pessoais, personalidade e as virtudes que definem o consumidor. 

Reunindo gerações no ambiente organizacional 

A saúde dos espaços de trabalho é um fator vital para o sucesso das empresas e sua capacidade de resistir às turbulências econômicas. Para extrair produtividade de diferentes gerações, eliminar conflitos e reduzir o estresse, algumas ações são:

1 – Identifique padrões de comunicação 

As gerações que, em conjunto, formam a força de trabalho atual, representam estágios distintos do mesmo fenômeno: a passagem das sociedades industriais, ainda estratificadas e com modelos de produção idêntica, em escala, para a era pós-industrial. 

A era pós-industrial é mais rica e, por isso, apresenta cidadãos com poder de compra mais elevado. Isso aumenta o número de empresas concorrendo pelo mesmo espaço, intensifica o foco na marca e estimula a personalização da oferta de bens de consumo. 

Enquanto geração que viveu grande parte de sua vida no início desse processo, a geração X é mais fatalista em relação ao futuro, está envelhecendo e deseja segurança. Sua comunicação é mais voltada para a eficiência, como um bloco estrutural ceramico

As gerações mais recentes ainda estão na primeira fase da vida adulta e representam a maior parte da oferta de trabalho e dos consumidores disponíveis. Bebem do pessimismo da geração X, mas o manifesta de modos muito distintos. 

Os padrões de comunicação das gerações mais próximas da atualidade é mais tecnológica. Ambientes organizacionais que reúnem grupos de todos os tipos citados neste artigo, podem visualizar a tecnologia como uma barreira comum. 

A tecnologia deve se tornar elemento agregador, especialmente quando se considera o caráter independente das gerações mais antigas. Oferecer uma visão mais profunda sobre as implicações da internet e da automação pode melhorar a comunicação interna.  

Algumas das táticas que podem ser usadas na integração da internet com o marketing geracional de uma fabricante de bolsa ecobag personalizada, por exemplo, são: 

  • Workshops e congressos de tecnologia; 
  • Treinamento após a contratação; 
  • Laboratórios de computação; 
  • Distribuição de livros e apostilas. 

Assim, ao aproximar ferramentas que foram responsáveis por grande parte das transformações sociais que moldam gerações, o empreendedor viabiliza uma aproximação saudável entre esses grupos, reduzindo ruídos e barreiras na comunicação. 

2 – Crie equipes diversas

As equipes diversificadas são capazes de sintetizar o que há de melhor em cada indivíduo, gerando resultados mais inovadores. Este tipo de organização do trabalho também evita a criação das chamadas “panelinhas” dentro da empresa. 

Muitos exemplos demonstram que os colaboradores costumam segregar-se com base no tempo de permanência no empreendimento ou na idade de cada um, posto que essas pessoas possuem mais interesses em comum. 

Estabelecer equipes diversas é um modo de pulverizar esses grupos e permitir a interação entre indivíduos que têm pouco em comum, diminuindo o estresse e a tensão causados pela competitividade do ambiente organizacional. 

O emprego de camisetas personalizadas pode servir como um emblema desta coesão entre as equipes. A escolha da liderança também deve ser observada pelo gestor responsável, atentando-se para a criação de uma mentalidade de time. 

3 – Reconheça os esforços de cada um 

O reconhecimento funciona como um grande motivador, aumentando a satisfação do funcionário. Implementar bonificações individuais pode ser ideal para desenvolver a percepção de que cada qualidade é valiosa para a empresa. 

Muitos cenários de conflito são causados porque os colaboradores de uma organização não se sentem apreciados em suas contribuições individuais. Quando há um intervalo geracional entre as equipes, esse tipo de problema pode se intensificar. 

Portanto, quando o objetivo das premiações é o acolhimento do profissional mais velho ou mais novo, é fundamental mesclar bonificações individuais e coletivas, estabelecendo critérios objetivos e mensuráveis para todas. 

4 – Fomente uma cultura de aprendizado 

Uma cultura de aprendizado é aquela que oferece as condições ideais para o crescimento pessoal e profissional do contratado, permitindo que ele aprenda com a experiência características intangíveis ou habilidades práticas na execução de uma tarefa. 

Culturas organizacionais que apreciam o esforço em aprender são ambientes saudáveis para trabalhadores mais velhos e mais novos. No primeiro caso, um especialista em discos de freios pode atualizar-se com mais facilidade. 

No segundo caso, especialmente quando se fala na geração Z, o espaço de trabalho se torna uma experiência direcionadora para um profissional recém-ingresso no mercado. 

Conclusão

O marketing geracional simboliza a capacidade de posicionar uma empresa de maneira compatível às necessidades de consumidores e profissionais de diferentes idades, forjados em contextos sociais variados. 

Além de enriquecer os espaços de trabalho, considerar o ciclo geracional auxilia na comunicação com clientes e na atração de novos visitantes para uma marca. Trata-se de uma informação adicional, que permite uma leitura profunda do público-alvo. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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