A cadeia de consagração é um Sacramental ou seja um dos sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos Sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida. Como a cadeia de consagração temos diversos outros sacramentais pois todo sacramento é:

São sinais sagrados, pelos quais à imitação dos sacramentos, são significados efeitos espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja. Pelos sacramentais, os fiéis se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas situações da vida.

A cadeia de consagração entra como um objeto pode se ver a diferença a seguir. São classificados como dois tipos: objetos (medalhas, crucifixos, rosários, escapulários…), e orações: a) bênçãos (alimentos, oficinas, casas, carros, imagens, máquinas, campos, doentes, etc.); b) consagrações (igreja, altar, cálice, Abade, Virgem, criança após o batismo, esposa, esposo,…) e c) exorcismos.

Muitos jovens estão usando correntes como sinal de consagração a Maria. Muitos desses jovens se denominam “escravos” de Nossa Senhora. O que é preciso para ser escravo de Nossa Senhora?

Em primeiro lugar, precisamos esclarecer o que é ser escravo da Virgem Maria. Pois, temos uma visão negativa da escravidão e isso pode prejudicar a compreensão do que é a cadeia de consagração. Ser consagrado, ou escravo de Jesus em Maria, significa pertencer ao Filho de Deus e a sua Mãe Santíssima, sem reservas. Pertencemos a Cristo e a sua Mãe como verdadeiras propriedades e nisso a consagração se assemelha à escravidão, pois os escravos também pertenciam aos seus senhores. Entretanto, a relação entre senhor e escravo não é a mesma na consagração, pois esta é uma escravidão de amor. Na escravidão que havia em nosso país, o senhor comprava o escravo por dinheiro e tornava-se seu dono, para lucrar com ele ou usar para o trabalho. No caso de nós cristãos, Jesus Cristo não nos comprou com dinheiro, mas com seu próprio sangue. Na Cruz, o Senhor deu Sua vida livremente, por puro amor, por cada um de nós, por isso pertencemos a Ele. Em resposta, na consagração, nos entregamos livremente como escravos, para amar e servir Aquele que nos amou, que veio ao mundo para servir e dar a vida em resgate de muitos3.

Depois dessa breve explicação sobre a consagração, passamos para a resposta à questão colocada acima. Para ser escravo de Jesus em Maria, em primeiro lugar, é preciso estar em dia com suas obrigações de fiel católico: ser batizado na Igreja Católica; para quem tem idade, ter recebido o Sacramento do Crisma; para quem é casado, ter recebido o Sacramento do Matrimônio. Além disso, é necessário cumprir os cinco mandamentos da Igreja, ou pelo menos ter a intenção de cumprir estes mandamentos a partir da cadeia de consagração.

Em segundo lugar, é preciso ler o livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Depois de ler o Livro, o passo seguinte é marcar a data da consagração, de preferência um dia mariano. Com a data marcada, começa-se a preparação para a consagração 30 dias antes (a preparação pode ser de 33 dias, dependendo do esquema de preparação usado). A preparação deve seguir as orientações do próprio Tratado, no qual é indicado como fazer a preparação e quais as orações que devem ser rezadas. Existem também de livros de exercícios espirituais próprios para a preparação para a cadeia de consagração, que podem ser adquiridos na Editora Santuário, na Arca de Maria e em outras livrarias católicas.

Perto do dia da consagração, recomendamos fazer uma boa Confissão, “com a intenção de se darem a Jesus Cristo na qualidade de escravos de amor, pelas mãos de Maria”. No dia marcado, de preferência na celebração da Santa Missa (depois da comunhão ou após a Santa Missa, ou ainda em outro momento indicado pelo Padre), com a fórmula previamente escrita, de próprio punho ou impressa, faz-se o ato de consagração. Depois, assina-se a folha com a fórmula da consagração, juntamente com uma testemunha, se for possível. As pessoas que desejarem, podem pedir para o Padre abençoar a corrente, ou outro objeto de devoção, como o escapulário, a medalha, o anel, a pulseira, o crucifixo, o terço, que será o sinal da consagração a Jesus Cristo e a Santíssima Virgem.

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